Dê meus olhos ao homem que nunca viu o sol nascer, nem o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher... Dê meu coração a uma pessoa cujo coração nada lhe deu, a não ser dias de desespero, angústia e dor... Dê meus rins a alguém que depende de uma máquina para continuar sua existência aqui nesta terra... Tome meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontre um jeito de fazer andar uma criança que nunca andou...
sábado, 25 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
PILULA COM CHIP AJUDA A EVITAR REJEIÇÃO DE ÓRGÃOS EM QUEM PASSOU POR TRANSPLANTE
Dispositivo é ativado pelo ácido do estômago e transmite informações por Bluetooth
A gigante farmacêutica Novartis está desenvolvendo um remédio que contém um microchip capaz de anunciar problemas de rejeição de órgãos em pessoas transplantadas. O medicamento espera ser aprovado para uso na Europa dentro de 18 meses.
O chip é ativado pelo ácido do estômago e transmite informações a um adesivo anexado à pele do paciente, cujo conteúdo pode ser acessado pela internet ou smartphone (celular que tem funções de computador). A aplicação em pacientes transplantados terá a função de ajudar a evitar a rejeição do órgão.
Um problema comum que ocorre após transplantes é ajustar a dose e o tempo de tomar medicamentos antirrejeição, que devem ser monitorados com freqüência para evitar a rejeição do órgão. Com o microchip o problema deve ser solucionado, já que ele teria o papel de monitorar se as drogas estão sendo tomadas no momento certo e na dose correta.
Em janeiro deste ano, a Novartis gastou R$ 41 milhões (US$ 24 milhões) para garantir o acesso à tecnologia, inventado e desenvolvido por uma empresa privada da Califórnia, a Proteus Biomedical. O microchip é capaz de coletar a freqüência cardíaca, temperatura e movimentos corporais, que podem indicar se as drogas estão funcionando como esperado.Os microchips serão adicionados aos medicamentos já existentes, mas a empresa pretende realizar testes de bioequivalência para mostrar que os efeitos das pílulas mantêm-se inalterados com a adição do microchip.
Trevor Mundel, porta-voz da área de desenvolvimento global da farmacêutica, afirma que a privacidade dos pacientes será protegida, já que informações colhidas por meio de tecnologia Bluetooth (sistema de transmissão de dados sem fio) poderiam ser interceptadas por alguém que não seja o médico.
Apesar do uso do microchip ser focado para remédios que impedem a rejeição em pacientes transplantados, há tendência da tecnologia se espalhar para outras áreas da medicina, segundo Mundel.
- A promessa vai muito, além disso, do uso de drogas antirrejeição.
MINAS TERÁ REDE PARA BUSCA DE ÓRGÃOS
Médicos farão ronda diária em hospitais para encontrar potencial doador
Minas Gerais se prepara para implantar, até o fim de 2011, um novo serviço para aumentar a captação de órgãos para transplante no Estado. Batizada de Organizações de Procura de Órgãos e de Tecidos (OPOs), a iniciativa prevê a formação de equipes médicas para vigilância de casos de morte encefálica em hospitais - caberá aos grupos fazer rondas diárias nas unidades de saúde, em busca de potenciais doadores.
Projeto semelhante já é adotado, com sucesso, em São Paulo – campeão de transplantes no país, com 3.902 procedimentos feitos no primeiro semestre de 2009. Minas ficou em segundo lugar, com 873 cirurgias.
Segundo o coordenador metropolitano do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado, as OPOs estão em fase de implementação no Estado, e “a expectativa é de que, no próximo ano, já estejam funcionando plenamente em Minas”. De janeiro a setembro de 2010, foram realizados 1.639 transplantes em território mineiro – 89 a mais do que no mesmo período do ano passado, conforme balanço do MG Transplantes.
O coordenador atribui o crescimento das doações a diversos fatores, que vão da conscientização da população ao maior investimento em instituições e profissionais que trabalham diretamente com a causa. Mas o aumento do número de doadores ainda está longe de corresponder à demanda. Atualmente, 2.656 pessoas estão à espera de um órgão em Minas.
Agnaldo Soardes Lima, coordenador do Serviço de Transplante de Fígado do Hospital das Clínicas (HC) da UFMG, explica que desde que o Sistema Nacional de Transplantes foi implantado no Brasil, há mais de dez anos, o processo de captação e encaminhamento dos órgãos melhorou. No entanto, um dos desafios é vencer a discrepância no número de doadores em diferentes partes do país. Ele explica que "há Estados onde não existem doadores, como o Amazonas. Em contrapartida, em São Paulo, por exemplo, as taxas são consideradas satisfatórias, inclusive se comparadas com países da Europa”.
Para o médico, por trás da estatística desfavorável está o fato de que alguns estados ainda não possuem uma infra-estrutura adequada para realizar os procedimentos. Também há hospitais que não conseguem identificar possíveis doadores. Segundo ele, “muitos médicos se formaram em uma época em que ainda não havia transplantes no país. Além disso, hospitais do interior não estão capacitados para realizar essas intervenções”.
Agnaldo explica que é o médico quem identifica o doador, por meio de exames clínicos. Após a confirmação do diagnóstico, o especialista é responsável por dar início ao processo, que inclui a retirada do órgão, a busca do receptor e a realização da cirurgia.
Apesar das dificuldades, estima-se o crescimento do número de transplantes de fígado em Minas. Em 2010, o Estado deve realizar 1.600 intervenções. Em 2009, conforme a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) foram 1.300.
Ainda de acordo com o coordenador do Serviço de Transplante de Fígado do HC, a UFMG incorporou o tema Transplante de Órgãos como disciplina. Porém, poucas escolas de ensino superior no Brasil adotaram medida parecida.
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