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Como tudo que é bom não é divulgado, peço-lhes que divulguem aos seus parentes e conhecidos.
Apenas uma ressalva: Não se automediquem, por favor, procurem um profissional da saúde.
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Dê meus olhos ao homem que nunca viu o sol nascer, nem o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher... Dê meu coração a uma pessoa cujo coração nada lhe deu, a não ser dias de desespero, angústia e dor... Dê meus rins a alguém que depende de uma máquina para continuar sua existência aqui nesta terra... Tome meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontre um jeito de fazer andar uma criança que nunca andou...
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
DIA INTERNACIONAL DO HOMEM
Dia Internacional do Homem traz alerta para cuidados com a saúde
Atualmente, a cada três mortes de pessoas adultas no país, duas são do sexo masculino
O Brasil comemora nesta sexta-feira (15) o Dia Internacional do Homem com o objetivo de chamar a atenção para os cuidados da saúde masculina. Eles apresentam, por exemplo, uma maior mortalidade do que elas em praticamente todos os ciclos de vida. A cada três mortes de pessoas adultas no país atualmente, duas são de homens. Isso é ainda mais alarmante, quando relacionado aos jovens. Na faixa etária dos 20 aos 30 anos o risco de morte é 80% maior do que as mulheres.
Os homens também apresentam mais resistência a procurar cuidados médicos e a realizar atitudes preventivas. Eles vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, colesterol e pressão arterial elevada e maior tendência à obesidade. Além disso, utilizam álcool e outras drogas em maior quantidade, estão mais expostos aos acidentes de trânsito e trabalho, e encontram-se envolvidos na maioria das situações de violência.
“Os homens, de maneira geral, desde cedo são educados para não entrar em contato com sua fragilidade, mantendo a aparência de que são fortes e auto-suficientes. Com um isso constroem a fantasia de que nunca vão adoecer ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, alimentam um incrível medo de descobrir doenças. Crescem com isso, defendendo-se de sua sensibilidade e sem conseguir desenvolver auto-cuidados com sua saúde”, afirma o coordenador da área técnica da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora.
Chakora explica ainda que é fundamental que os homens revejam seus valores e crenças e dêem a devida importância ao seu bem mais precioso – a saúde – e com isso possam manter-se saudáveis em várias das fases dos ciclos de vida.
“A mentalidade que queremos incutir é que homem que é homem de verdade cuida da sua saúde, preserva a vida e evita o seu sofrimento e de todas as pessoas que lhe querem bem”, destaca.
O coordenador também defende que os profissionais de saúde precisam dar uma maior visibilidade para os homens, principalmente por meio de um acolhimento com qualidade e escuta qualificada. “Dessa forma, paulatinamente, os homens podem considerar os serviços de saúde como espaços masculinos e os serviços de saúde podem reconhecer os homens como sujeitos de cuidado”, afirma Chakora.
POLÍTICA NACIONAL - Pensando nesse perfil, o Ministério da Saúde desenvolve a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, lançada desde agosto de 2009. A iniciativa é uma resposta à observação prática de que os agravos do sexo masculino são um verdadeiro problema de saúde pública.
A política brasileira se tornou uma referência internacional e há iniciativas de cooperação, atualmente centradas nos países da América do Sul, em desenvolvimento. O Ministério da Saúde já repassou recursos para os 26 estados, Distrito Federal e 80 municípios de grande porte até agora. A intenção é repassar recursos para mais 80 municípios neste ano, contribuindo para a organização dos serviços e para a implementação de ações e estratégias voltadas para a Saúde.
O principal objetivo da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem é facilitar e ampliar o acesso da população masculina às ações e aos serviços de assistência integral à saúde. A política também busca atuação nos aspectos sócio-culturais sob a perspectiva de gênero, contribuindo de modo efetivo para a redução da morbidade e da mortalidade e para a melhoria das condições de saúde dessa população, utilizando como porta de entrada a Atenção Básica e a Estratégia Saúde da Família (ESF).
Algumas das principais metas da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem:
• Capacitar os profissionais de saúde, sobretudo com especial foco nas equipes de saúde da ESF, inserindo a saúde do homem nos conteúdos de educação a distância. Esse treinamento será planejado e realizado levando em consideração as realidades loco-regionais;
• Elaborar uma linha de cuidado voltada para os principais agravos que acometem a população masculina;
• Confeccionar materiais educativos voltados para a saúde sexual e reprodutiva, doenças mais prevalentes, hábitos saudáveis e práticas de auto-cuidados, entre outros;
• Desenvolver campanhas sobre a importância dos homens cuidarem da saúde, tendo como público alvo, homens, mulheres e profissionais de saúde;
• Estimular ações e atividades de promoção de saúde para que facilitem o acesso da população masculina aos serviços de saúde com base no reconhecimento da diversidade (idade, condição sócio-econômica, local de moradia, diferenças regionais e de raça/etnia, deficiência física e/ou mental, orientação sexual e identidades de gênero);
• Incluir os homens como sujeitos nos programas de saúde/direitos sexuais e reprodutivos, especialmente no que se refere às ações de contracepção, pré-natal e puericultura e cuidados familiares;
• Implementar ações e estratégias voltadas para essa população no maior número possível de municípios brasileiros.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
CAMINHADA DE CONSCIENTIZAÇÃO
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NEGROS E MULHERES
Negros e mulheres têm menos acesso a transplantes, diz Ipea
Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que os efeitos das desigualdades sociais brasileiras se estendem às cirurgias de transplantes de órgãos como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão. A maioria dos transplantados são homens da cor branca.
De acordo com o estudo, de quatro receptores de coração, três são homens; e 56% dos transplantados tem a cor de pele branca. No transplante de fígado; 63% dos receptores são homens e 37% mulheres. De cada dez transplantes de fígado, oito são para pessoas brancas.
Segundo a análise do Ipea, homens e mulheres são igualmente atendidos nos transplantes de pâncreas; mas 93% dos atendidos são brancos. A maioria absoluta de receptores de pulmão também são homens (65%) e pessoas brancas (77%). O mesmo fenômeno ocorre com o transplante de rim: 61% dos receptores são homens; 69% das pessoas atendidas têm pele clara.
"Verificamos que o conjunto de desigualdades brasileiras acaba chegando no último estágio de medicina", aponta o economista Alexandre Marinho, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, um dos autores da pesquisa. Ele e outras duas pesquisadoras analisaram dados de 1995 a 2004, fornecidos pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos).
O economista não estudou as causas do fenômeno, mas disse que a preparação para o transplante pode explicar as razões da desigualdade. Para fazer a cirurgia de transplante, o receptor deve estar apto: eventualmente mudar a alimentação, tomar medicamentos e fazer exames clínicos --procedimentos de atenção básica.
Segundo Marinho, quem depende exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde) --cerca de três quatros da população brasileira-- sai em desvantagem, porque tem dificuldade para receber remédios, fazer consultas e exames clínicos. "A situação onera quem tem menos condições de buscar alternativas."
"O sistema é desigual na ponta [cirurgia de alta complexidade] porque é desigual na entrada", afirma o economista, ao dizer que quando o SUS tem excelência no atendimento o acesso não é para todos: "Na hora que funciona quem se apropria são as pessoas mais bem posicionadas socialmente".
Conforme Marinho, os planos de saúde são resistentes a autorizar procedimentos de alta complexidade, como as cirurgias de transplantes, por causa dos custos. "Os hospitais privados preferem atender por meio do SUS porque sabe que paga."
Segundo Marinho, o estudo sobre a desigualdade de transplantes ainda não é do conhecimento do Ministério da Saúde.
De acordo com os dados do Sistema Nacional de Transplantes, há 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes em 25 Estados brasileiros (548 hospitais).
MARCO PASSO
Médicos implantam marca-passo em bebê de um dia na Espanha
Uma menina de um dia de vida, com um quilo e meio e que sofria um bloqueio auriculoventricular, recebeu um marca-passo em um hospital da cidade espanhola de Granada, na primeira cirurgia deste tipo praticada na Espanha em um bebê recém-nascido e com tão pouco peso.
O cirurgião cardiovascular Abdo Abdallah, do hospital Virgem das Neves, explicou que foi diagnosticado um bloqueio auriculoventricular completo com bradicardia (diminuição na frequência cardíaca) severa quando a mãe, grávida de gêmeos, levava 32 semanas de gestação.
A doença exigiu a implantação de um marca-passo que permitisse que o batimento do bebê alcançasse o ritmo necessário --entre 100 e 120 batidas por minuto, frente às 35 registrado anteriormente.
A menina foi internada há uma semana e já recebeu alta.
A recém-nascida, cujo irmão gêmeo nasceu saudável, sofre também de uma cardiopatia congênita grave, embora mais frequente, que também foi detectada mediante diagnóstico intrauterino e que vai requerer uma nova intervenção cirúrgica, aproximadamente dentro de um ano, segundo o cardiologista.
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